
Era madrugada quando acordei em meu quarto escuro, assustada com os pesadelos que atormentavam, gritei desesperada o nome dele diversas vezes, mas ele não estava la, como iria responder? o pior, ninguém me escutava, talvez eu continuava sonhando, ou não, era tudo real, a escuridão, o medo, o silêncio...três da manhã e o tempo parecia que tinha parado, o ponteiro do relógio lentamente movimentava-se, as vezes a expressão era que ele estava parado, afinal o que era tudo aquilo? estava vivendo um filme de terror? O sono se fora, minha obrigação era continuar ali, presenciando aquele terror, resolvi esperar por ele, mas ele não apareceu, e nem sabia mais o que estava sentindo, sofrimento era pouco, não tinha palavras pra descrever algo mais que sofrimento.
Resolvi acalmar-se, a vontade foi de sonhar, ou melhor recordar, tudo aquilo que vivemos, as palavras que ele me fez acreditar que nuca iria me abandonar. Lembrei do primeiro encontro, que dia perfeito não tinha como esquecer, mas de tão perfeito ele se foi e ficou apenas em nossas memórias, ou melhor já nem sei mas se é realmente "nossas" nem sei por onde ele anda, se ainda pensa em mim. Depois veio o primeiro beijo, no momento uma onda de calor percorria meu corpo inteiro, aqueles lábios suaves que lentamente movia-se junto ao meu, um sabor que não encontraria jamais em outro alguém, nem mesmo a perfeição define aquele beijo. Depois veio as palavras bonitas, as promessas, lindo quando ele falava que me amava, que precisava cuidar de mim, que eu era uma parte sua, era tanto amor que não resistia, retribui de uma forma mais profunda que a dele, me entreguei de corpo e alma, vivi por ele, e dias felizes tivemos. E agora o abandono, eu mereço? onde que eu errei? não compreendo, talvez meu único erro foi ama-lo tanto. Hoje sinto como se um buraco abrigasse em meu peito, um vazio que jamais será preenchido, nem sei mas o que fazer. Dormi, e sonhei com ele, tão rápido que nem conseguia escuta-lo. E aí os pesadelos voltaram, e eu continuei a gritar, esperando por um alguém que não ia voltar.
Layanne Helena
Nenhum comentário:
Postar um comentário